quinta-feira, 24 de julho de 2014

A RESPONSABILIDADE COLETIVA PELA PRESERVAÇÃO DA NOSSA HISTÓRIA.

A modernidade nos trouxe milhares de benefícios, impossíveis até enumerar. Em compensação estamos mais alheios ao passado, e um povo sem passado é um povo sem futuro. Em outros continentes, principalmente na Europa, mesmo as cidades menores têm uma enorme responsabilidade em preservar o patrimônio histórico e arquitetônico. São inúmeros museus, fechados e a céu aberto que tornam a história mais palpável.
No Brasil o fenômeno é inverso. Com poucos focos de preservação como Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro, o país é uma desgraça em termos de memória cultural e pesquisa. No interior do nordeste então, a desgraça é ainda pior. Existem as exceções, é claro.
De quem é a culpa? Costumamos coloca-la nos políticos. E nós, onde ficamos nesse contexto? E a escola, essa santa do pau ôco, que ensina tudo sobre os Maias, os Incas, a Revolução dos Cravos em Portugal, a Primavera de Praga, por exemplo, mas não sabemos nem mesmo quem desbravou as ribeiras do Apodi no século XVII? Como Pauferrense, minha indignação é sem medida. São pouquíssimas as referências históricas para consulta. Geralmente trabalhos da época do bicentenário (1956) até a década de 1970. Pesquisadores falecidos e que infelizmente deixaram pouquíssimos discípulos. Nenhuma pesquisa nova, tudo requentado e recontado... Nada de novo no ar... E as universidades? Também alheias, mas interessadas em “Marx”, “Engels”,  “Dostoievsky”, “Picasso”, “Marilena Chavi” e outros seres alheios a nossa realidade.
No ensino fundamental há uma disciplina batizada de “Cultura do RN”... o que estão ensinando esses professores??
TEMOS QUE COMEÇAR A REVER A HISTÓRIA DE PAU DOS FERROS!


Tentar obter verbas para pesquisa (atenção UERN, UFERSA, IFRN...), tentar preservar o pouco que ainda resta (Fotografias, depoimentos de octogenários, construções e fachadas) e tornar isso público. PRA ONTEM!
O Blog Cultura Pauferrense está de portas abertas para publicação e divulgação de trabalhos desse tipo, de fotos antigas, de árvores genealógicas... Vamos dar uma mão a palmatória!


Por Israel Vianney.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

RARIDADE

Monsenhor Manoel Caminha Freire e sua Mãe, numa rara imagem. Arquivo: Israel Vianney Fernandes.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

22 FOTOS COLORIDAS DOS AMERICANOS EM NATAL DURANTE A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL / Publicado em 23/06/2014 por Rostand Medeiros

22 FOTOS COLORIDAS DOS AMERICANOS EM NATAL DURANTE A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL / Publicado em 23/06/2014

E os militares aproveitavam para se inteirar da cultura local e relaxar um pouco na praia - Fonte - Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images​, via - http://www.buzzfeed.com
E os militares aproveitavam para se inteirar da cultura local e relaxar um pouco na praia. Como comentou o amigo Ormuz Simonetti, nesta foto só jumento é brasileiro!- Fonte – Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images​, via –http://www.buzzfeed.com
São 22 fotos de alta qualidade, coloridas, com ótima resolução, que mostra Natal e Parnamirim Field em 1942, via o sitehttp://www.buzzfeed.com, a quem agradecemos por haver publicado este material tão interessante para a história de Natal.
Agradeço de coração a dica da amiga Andreza Diniz, que acredita na nossa ideia de democratizar a informação histórica. Isso mostra a cores o que foi o impacto daqueles dias aqui em Natal e Parnamirim Field. Valeu amiga!
onte - Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images​, via - http://www.buzzfeed.com
Olha o Morro de Ponta Negra ainda fechado e a natureza bem preservada das dunas no entorno – Fonte – Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images​, via – http://www.buzzfeed.com
onte - Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images​, via - http://www.buzzfeed.com
Não tenho certeza, mas acredito que menos o militar a direita, os outros dois parecem utilizar as afamadas “Natal Boots”, feitas pelo sapateiro Edísio – Fonte – Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images​, via – http://www.buzzfeed.com
Fonte - Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images​, via - http://www.buzzfeed.com
Me chamou atenção a quantidade de operários – Fonte – Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images​, via – http://www.buzzfeed.com
Existe muita coisa a ser estudada nesta relação e na permanência dos americanos em solo potiguar durante a Segunda Guerra Mundial. Vou trazer um exemplo que surgiu após a publicação destas fotos, através de uma maravilhosa provocação do amigo Antônio Guedes Filho.
Ele lembra que da cidade de Currais Novos, no Seridó Potiguar, muita gente saiu de lá para trabalhar nas áreas militares construídas pelos americanos. Quando realizei meu 2º livro “João Rufino-Um visionário de fé”, sobre a vida do fundador do Grupo Santa Clara/3 Corações, eu estive por vários dias entre as cidades de São Miguel, Pau dos Ferros (no RN) e em Pereiro (CE). Nas três localidades encontrei relatos de pessoas cujos familiares vieram trabalhar na construção de Parnamirim Field e na Base Naval Natal. Todas praticamente “tangidas” pela seca de 1942 e pelas notícias trazidas pelos viajantes que comentavam como a grana corria solta em Natal. Muitos vieram e aqui ficaram, mas outros voltaram e deixaram histórias interessantes sobre as tropas estrangeiras, o movimento em Natal, a prostituição, o medo da guerra, as diferenças sociais e culturais, a carestia com a vinda dos americanos, o extremo desemprego com a saída deles e várias outras coisas.
Trabalhadores brasileiros em Parnamirim Field - Fonte - Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images​, via - http://www.buzzfeed.com
Trabalhadores brasileiros em Parnamirim Field. Pessoas simples que ajudaram a construir esta grande unidade militar, muitos chegaram a região fugidos da grande seca de 1942 – Fonte – Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images​, via –http://www.buzzfeed.com
O problema é que o Rio Grande do Norte é um lugar onde a história e a memória é extremamente relegada a poucos grupos sociais, a maioria da população não é incentivada a procurar o que existe e muitos não tem acesso a estas informações. Além disso, muitos dos que estudam o tema não se interessam pela sorte e relato daqueles mais humildes que estiveram envolvidos no processo, sejam por um extremo pedantismo, ou burrice mesmo. O foco é tão somente centrado nos americanos, nos equipamentos e como a elite de Natal na época interagiu com os estrangeiros.
Fonte - Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images​, via - http://www.buzzfeed.com
Provavelmente o momento de finalização do trabalho e o embarque nos caminhões que os levariam as suas casas – Fonte – Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images​, via – http://www.buzzfeed.com
Um PB4Y da US Navy - Fonte - Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images​, via - http://www.buzzfeed.com
Um Consolidated PB4Y-1 da US Navy. Havia em Parnamirim Field uma área da USAAF (Força Aérea do Exército dos Estados Unidos), uma da US Navy (a Marinha deles) e da nossa FAB- Fonte – Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images​, via – http://www.buzzfeed.com
Provavelmente brasileiras - Fonte - Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images​, via - http://www.buzzfeed.com
Certamente brasileiras que trabalhavam como enfermeiras, ou no Casino dos Oficiais, que acredito ser o mais provável – Fonte – Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images​, via – http://www.buzzfeed.com
Fonte - Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images​, via - http://www.buzzfeed.com
Estas mulheres junto aos oficiais da US Army provavelmente são americanas – Fonte – Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images​, via –http://www.buzzfeed.com
Em umtempo que em Ponta Negra ainda se vendia lagostas na beira mar. Certamente estas mulheres eram moradores da Vila de Ponta Negra - Fonte - Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images​, via - http://www.buzzfeed.com
Em um tempo que nas praias natalenses ainda se vendia lagostas na beira mar. Certamente estas mulheres eram moradores da Vila de Ponta Negra. Me questiono o quanto este contato foi positivo, ou negativo, para grande parte de nosso povo? – Fonte – Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images​, via –http://www.buzzfeed.com
Fonte - Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images​, via - http://www.buzzfeed.com
Fonte – Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images​, via –http://www.buzzfeed.com
Fonte - Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images​, via - http://www.buzzfeed.com
Nesta foto é possível ver com mais amplitude a área do Morro do Careca. Provavelmente o militar com um quepe a direita é brasileiro – Fonte – Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images​, via – http://www.buzzfeed.com
Fonte - Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images​, via - http://www.buzzfeed.com
Fonte – Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images​, via –http://www.buzzfeed.com
Fonte - Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images​, via - http://www.buzzfeed.com
Fonte – Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images​, via –http://www.buzzfeed.com
Barracas de Parnamirim Field - Fonte - Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images​, via - http://www.buzzfeed.com
Barracas de Parnamirim Field. Durante as chuvas, no começo da Base, provavelmente esta área entre as barracas poderia se transformar em um belo lamaçal! – Fonte – Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images​, via –http://www.buzzfeed.com
Construção de alojamentos - Fonte - Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images​, via - http://www.buzzfeed.com
Construção de alojamentos – Fonte – Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images​, via – http://www.buzzfeed.com
Fonte - Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images​, via - http://www.buzzfeed.com
Fonte – Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images​, via –http://www.buzzfeed.com
Fonte - Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images​, via - http://www.buzzfeed.com
Fonte – Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images​, via –http://www.buzzfeed.com
Um Consolidated C-87 Liberator Express em Parnamirim Field
Manutenção em um Consolidated C-87 Liberator Express em Parnamirim Field. Esta aeronave pertencia ao ATC – Air Tranport Command – Fonte – Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images, via – http://www.buzzfeed.com
Fonte - Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images, via - http://www.buzzfeed.com
Fonte – Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images, via –http://www.buzzfeed.com
- Fonte - Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images, via - http://www.buzzfeed.com
Fonte – Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images, via –http://www.buzzfeed.com
Para muitos a primeira hgrande onda de "turismo" na capital potiguar - Fonte - Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images, via - http://www.buzzfeed.com
Para muitos a primeira grande onda de “turismo” na capital potiguar – Fonte – Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images, via – http://www.buzzfeed.com

segunda-feira, 30 de junho de 2014

PESQUISA, PRECISAMOS DE PESQUISA!




A produção historiográfica sobre o Rio Grande do Norte vem sendo enriquecida ultimamente com a produção de trabalhos sobre temas específicos, provenientes de monografias de cursos, seja de graduação, especialização, ou dissertações de mestrado e teses de doutorado. Entretanto esse acervo bibliográfico é pouco conhecido e divulgado, uma vez que muitos não foram publicados, restringindo-se a arquivos ou bibliotecas setoriais.
 Nós do Culturapauferrense agradecemos imensamente os artigos e fotos enviados e precisamos de muito, mas muito material ainda...Estamos às ordens!!
                                 Vianney

quarta-feira, 25 de junho de 2014

VAMOS FALAR DE CULTURA E ARTE

            

              Há uma enorme diferença entre arte e cultura. A arte hoje engloba toda manifestação artística, mesmo as coisas repugnantes, inaudíveis e incompreensíveis... Que saudade do tempo das artes que agradavam aos sentidos. Hoje Já não se pinta, joga-se qualquer coisa numa tela e aí ela já é alçada aos milhões (Mal gosto do autor e do comprador). Outra coisa aberrante são as tais "INSTALAÇÕES" - Aquilo é uma forma de avacalhamento com a arte. Certa vez no Rio de Janeiro, visitei algumas dessas tais instalações havia de tudo: Mosquiteiros pendurados no teto, tijolos formando casinhas, telefones desmontados... Saí rapidamente com vontade de vomitar.
        Já a cultura é mais consistente, perpetua justamente a memória dos povos, seus costumes, crendices e formas de sobrevivência. Ao contrário da arte "sem graça" que temos hoje, a cultura vem sendo massacrada e aniquilada com uma voracidade extrema. Prédios centenários vão abaixo todos os dias, danças folclóricas são "remodeladas" e parecem mais um espetáculo Hollywoodiano e o pior, deixaram de ser costume, só aparecem em grandes eventos e prontos.
              Lamentar ainda não é proibido. Bud... Buá.... Buá...

                                                                                                                   By Israel Vianney 

segunda-feira, 23 de junho de 2014

PERFIL




Manoel Guilherme de Freitas é licenciado em Letras com habilitação em Língua Portuguesa e Inglesa pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), no ano de 1995. É especialista em Linguística Aplicada ao Ensino de Língua Portuguesa em1998, também, especialista em Literatura e Estudos Culturais, em 2007, ambas, pela UERN. Mestre em Texto e Discurso pelo PPGL/UERN, em 2012, onde defendeu o trabalho dissertativo: A poesia na sala de aula: reflexões sobre o ensino de Língua Materna.Foi aluno de Doutorado disciplina: Tópicos em Linguística Aplicada V: Tópicos em gêneros textuais/discursivos em 2013.

É professor da educação básica do Estado do Rio Grande do Norte- SEEC,há 24 anos, onde leciona a disciplina Língua Portuguesa com a carga horária dupla, ou seja, 60 horas-aula, no ensino fundamental maior e, especialmente, médio. Foi professor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), 1997- 2007. Professor do cursinho Pré- vestibular no Educandário Imaculada Conceição – IEC, com a disciplina: Literatura Brasileira, em 1998 Atuou com supervisor dosubprojeto: Ler para retextualizar: interagindo com as linguagens, de Letras/Português doPIBID/CAMEAM/UERN, no período de 2009 a 2013. Atualmente, vai coordenar a pesquisa com a função de Formador Regional do Pacto Nacional Pelo Fortalecimento do Ensino Médio do FNDE, consoante à resolução de 2013.

Professor pesquisador, também, com publicações de inúmeros artigos em eventos regionais, nacionais e internacionais. Em 2014, já publicou e apresentou o artigo: Do meio facebook ao jornal impresso: interação na formação do leitor, durante o II Seminário Internacional de Paulo Freire, em Natal, abr/2014, Apresentará no Fórum Internacional de pedagogia - FIPED/2014, o trabalho:Histórias com a poesiano Facebook e no jornal impresso: a interação na formação do leitor, em Santa Maria/RS. Tem artigo publicado no livro: Literatura e seus tentáculos, pela Cauã/Fortaleza/CE, intitulado de: A Questão socialem Menino de Engenho, de José Lins do Rego.



Assim sendo, o livro: Trilhas do Imaginário Poético será um livro plural em termos de temas e desentidos, pois abordará temas plurais e discursivos, voltados especialmente à questão universal/filosófica dos valores, das inquietudes do nosso tempo, talvez isso, tenha facilitado a publicação de vários poemas em grandes jornais impressos do país: a saber: Gazeta do Oeste e De Fato, de Mossoró-RN, Tribuna do Norte/Natal/RN, Zero Hora, de Porto Alegre e Mundo Jovem do RS, Jornal do Leitor/Fortaleza/CE, dentre inúmero blogs que divulgam os poemas, logo já está tendo aceitação por parte da crítica, imagine o livro?