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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

 Desembargadora Zeneide Bezerra Presidente do TRE/RN.

O ex-prefeito de Pau dos Ferros, Leonardo Nunes Rêgo, prestigiou, na última sexta-feira (28), no Cine Teatro Municipal de Parnamirim, a solenidade de posse da desembargadora Zeneide Bezerra como Presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN).

"Mulher exemplo de determinação, vocação, humanidade e carisma", disse Leonardo Rêgo ao comentar a ascensão da desembargadora Zeneide Bezerra, que chega para ser a 50ª presidente a assumir o cargo desde a reinstalação dessa justiça especializada há 70 anos. 

O mandato da desembargadora terá duração de 12 meses.

Natural de Parnamirim, Zeneide Bezerra integrava o Pleno do Tribunal de Justiça desde setembro de 2010, tem mais de 30 anos de magistratura, com atuação nas Comarcas de Touros, São Gonçalo do Amarante, Tangará e Ceará-Mirim. 

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE PAU DOS FERROS por Manoel Cavalcante







Lá por Mil e Oitocentos
Do ano quarenta e um,
Começou a nossa saga
Com o objetivo comum
De emancipar a cidade,
Mas por infelicidade
Não houve êxito nenhum.

Na verdade, sendo claro,
Queriam desligamento
Da serra de Portalegre
E com legal documento,
A Freguesia tranqüila
Fosse elevada à vila
Consolidando o intento.

Mas nesse quarenta e um
O pedido foi negado,
Mesmo com quase quinhentos
Pessoas tendo assinado,
Não gloriou-se a idéia
E ao passar na assembléia
Não houve nada aprovado.

Foram quatrocentos e
Noventa e duas pessoas,
Compondo ao abaixo assinado
E contam mentes à toas
Que analfabetos, sem medo,
Também colocaram o dedo
Por não terem letras boas.

Já em Mil e Oitocentos
E Quarenta e Sete o ano,
Houve nova tentativa,
Houve novo desengano,
Ganhamos um novo veto
De um reformado projeto
Já portando um outro plano.

Deputado João Inácio
De Loiola Barros lá
Defendeu a transferência,
Só da sede para cá,
Porém nossa nata terra
Ficou pertencendo a serra
Desejando a hora H.

Passados longos seis anos
No dia 12 de Abril
O Barão de Assu juntou-se
A outro homem gentil
E se lançaram ao pleito
De serem donos do feito
Perseguido e varonil.

Fizeram novo projeto
Ele com Elias Antônio
Cavalcanti de Albuquerque
E ao queimar cada neurônio
Traçaram o objetivo
Pensando bem positivo
Tendo em mãos um alvo idôneo.

O projeto defendia
A simples elevação
À vila daquela antiga
E próspera povoação
Chamando Vila Cristina,
Porém pra nossa ruína
Não se teve aprovação.

Já em mil e oitocentos
Do ano Cinquenta e Seis,
Ganhamos independência,
Fomos livres de uma vez,
E digo como bem sei,
Sancionaram uma lei
Com grandeza e altivez.

Foi em 4 de Setembro
Uma lei foi sancionada.
E a nossa povoação
À vila foi elevada
Antônio Bernardo Passos,
Assinou, nos pôs nos braços
Da independência almejada.

A lei que foi sancionada
Tem número a se lembrar
Parece até que é bobagem,
Mas devemos registrar
Como peça do teatro:
Tem um 3, um 4 e um 4.
A lei a nos elevar.

Foi Bevenuto Fialho
O grande autor do projeto
Que de tão bem feito não
Temeu receber o veto,
Por este grande legado
Ele deve ser lembrado
Com regozijo completo.

Por Manoel Cavalcante

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

RARIDADES


         Conversando com meu amigo e vizinho jonas,apelei para que ele revirasse o seu baú de memorias e conseguisse uma foto do "conjunto HELP SOM". Para nossa felicidade deu certo.
         O conjunto HELP SOM pertencia ao empresário Sales Correia e tocava prefencialmente na HELP BOITE (tudo em homenagem à sua esposa Socorro-help). A boate ficava ao lado da SORVETERIA PÓLO NORTE de propriedade do mesmo dono da banda. O conjunto era formado por JONAS, o vocalista;, GILSOM DE BAFUTE (In memoriam), LOURO,BIRÓ E COQUEIRO. Era um tremendo sucesso,inclusive o figurino....
        Quando a banda se desfez, Jonas seguiu carreira solo e foi o primeiro pau-ferrense a gravar um disco, na verdade um compacto (pergunte à sua mãe o que é isso). Usando o nome artístico de JONHATAM, fez shows por  diversos estados e programas de tv, mas na época a coisa não era tão fácil para os artistas quanto hoje e ele aposentou o microfone. Uma pena,apesar da voz continuar a mesma.
                                                         Vianney

A DITADURA MILITAR EM PAU DOS FERROS


                       O período compreendido entre 1964 e 1985 foi de um tom bastante escuro para muitos brasileiros. Vivenciamos a terrível ditadura militar, que elevou a picos inimagináveis a auto-estima dos homens de farda, mas por outro lado pôs fim à vida de muitos jovens tidos como ousados, entre outros estragos. Se nas capitais o clima era de espionagem e medo, no interior atos inaceitáveis foram cometidos em nome da " Moral e dos bons costumes". Qualquer um podia ser subversivo, e nem as crianças eram poupadas.
                        Em Pau dos Ferros o terror das crianças hiperativas era o trio formado por Seu Barnabé, Fausto Fernandes e Manoel Flor. Os três eram comissários de menores, o equivalente ao conselho tutelar atual.
                        Eles tomavam bolas de futebol, piões, baralhos e tudo que pudesse divertir uma criança daquela época. 
                        As sextas e sábados a policia militar e os "PPOs" faziam a prisão de gays e prostitutas que estivessem em vias públicas, a famosa "correição". Os mesmos eram detidos e no dia seguinte obrigados a executar serviços de limpeza no quartel. Já pensou???
                       Alguns policiais era conhecidos pela covardia e bestialidade, muitos já falecidos atualmente (ainda bem!!!!). Dizem que a justiça não é cega, mas usa lentes de contato. Pelo menos isso, pois na ditadura a justiça era cega, surda e muda. 

Viva a Democracia!
vianney

OCORRÊNCIAS MARCANTES NA VIDA DO MUNICÍPIO I


       - Tentativas de sublevação da ordem pública

                 Em meados do ano de 1935, partidários da Aliança Liberal (Ala radical) procedentes do município de Luiz Gomes invadiram a cidade de Pau dos Ferros. Tinham como chefe revolucionário o Sr. Baltazar Meireles, proprietário e agricultor naquele município serrano.
                  O grupo constituído de elementos filiados aos liberais, tinham como objetivo central destituir o então governador Rafael Fernandes de suas funções e implantar um novo governo fundamentando nas estruturas liberais  que a aliança havia pregado e feito bandeira de luta ideológica.Graças  a interferência benéfica e pacificadora  do sr José Meireles,filho de Baltazar e elemento de prestigiosa influência na sociedade  pau ferrense onde exercia a função de  coletor federal,não se registraram cenas de violência e depredações no comercio e em residências particulares de adversários políticos,com raras exceções.
      Em Caraúbas,o grupo foi disperso tendo seus intentos fracassados em virtude da consolidação do poder governamental firmado na capital e em outros pontos de importância do estado.O movimento perdera o seu significado pela inconsistência política.
                                              Israel Vianney

OS MOTORISTAS DE TAXI 1970/1980



  Após a eclosão dos moto-táxis em Pau dos ferros, é raro encontrar um táxi e alguém que sobreviva dele. Mas nem sempre foi assim: A praça dos táxis há algum tempo era lotada de automóveis dos mais diversos, do Jeep ao Del Rey (estamos falando de algumas décadas atrás). Os condutores desses veículos  merecem um capítulo à parte. Posso falar de alguns que conheci e acompanhei de perto, pois meu pai era fotógrafo na praça da matriz ou "praça dos táxis".
   Quem não lembra de Seu Elói (o carro mais estragado da praça, mas o preferido das "meninas do Bataclam"), Joaquim Pacará e seu fusca verde-abacate, Chagas preto e seu óculos escuro a qualquer hora do dia, Paulo Fernandes e seu Chevette impecavelmente limpo, João Elias e seu Jeep alaranjado  novíssimo, além de Seu Luis Vidal, Elias capucho, Zé lampião, Ananias,Luorival e suas palavras cruzadas, Leonardo e Lêta, Jovens e namoradores... Enfim, pessoas que traziam vida alegre àquele ponto da cidade. E aí, quanto é a corrida ????
      Vianney

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

A INTENTONA COMUNISTA EM PAU DOS FERROS



                                    Intentona Comunista Quartel da Salgadeira - Atual Casa do Estudante



A Intentona Comunista faz parte da História do Brasil. Luiz Carlos Prestes, mesmo depois de morto há muitos anos, é noticiado cotidianamente. Há poucos meses devolveram o título de Senador da República e sua viúva requereu sua investidura como General do Exército Brasileiro, face a lei da anistia. Existe até uma discussão pública, e nos anais oficiais, entre a viúva e a filha de Carlos Prestes com Olga Benário, pois a filha não quer que o pai receba a patente de General, diz que ele sempre odiou o Exército, assim a imprensa noticiou.

O RN, diferentemente de outros Estados, foi o único da federação cujo governador foi deposto pelos rebeldes de Luiz Carlos Prestes. O comandante da polícia do Estado aderiu a rebelião comunista, no início de novembro de 1935 e resolveu depor o Governador Rafael Fernandes  Gurjão (pauferrense). O Governador estava no Teatro Carlos Gomes (hoje Alberto Maranhão?) quando soube da traição do seu Chefe de Polícia. Fugiu e se escondeu com sua mulher e os 2 filhos (Gileno e Marcos Fernandes Gurjão) na casa de amigo e no dia seguinte se asilou no Consulado da Itália). O Comandante da PM do Estado telegrafou para todos os Chefes de Batalhões da PM de todos os municípios, mas a maioria não aderiu ao seu chefe, inclusive Mossoró, que se manteve fiel ao Governador. Mas o de Pau dos Ferros atendeu a ordem e prendeu e depôs o prefeito Marcelino Francisco de Oliveira. Alguns jovens de Pau dos Ferros, liderados por Licurgo Nunes, que na época era acadêmico de Direito, se insurgiram contra essa opressão e tentaram se organizar para o combate, mas a PM soube antes e passou a persegui-los. Além de Licurgo, Antônio Holanda foi preso, como também um Diógenes e um Gameleira cujos nomes não são lembrados. 

Por aqui, nos idos de 1935, foram 9 dias de angústias, de pesadelos, famílias tradicionais foram envolvidas e seus sobrenomes não devem ser manifestados. Os manifestantes tomaram a cidade, João Escolástico Bezerra fugiu para Cajazeiras num jeep (fabricação USA) fornecido por Joaquim de Holanda para não ser preso pelos manifestantes. A esposa de João Escolástico se escondeu embaixo de um Juazeiro na Fazenda de Joaquim de Holanda, porque residentes na rua 7 de setembro, quase vizinhos da cadeia de muro alto e fortificado ao lado do açougue e do motor da luz,  ouviram gritos e supuseram que os preços políticos estavam sendo torturados. Há um fato engraçado com a prisão de Antonio Holanda, que por pouco não conseguiu fugir da perseguição dos soldados, mas ao pular uma cerca de arame ficou preso pelas calças e localizado pelos militares. Os filhos de João Escolástico também se esconderam na fazenda, inclusive o menor, de 11 meses, fora carregado em um cesto de pão pela senhora Maria Elizária.

O motorista que transportou João Escolástico a Paraíba foi preso ao retornar e, provavelmente, mediante tortura, confessou a vinda de tropas da Paraíba, para tentar retomar a cidade dos rebeldes, o que causou a fuga de policiais, além do fato de existir em Pau dos Ferros apenas 9 militares, alguns - inclusive - estiveram presos, por não terem compartilhado com a Intentona.  Mas esse é um fato obscuro, não se sabe exatamente quantos soldados estavam em Pau dos Ferros, a única certeza é que ninguém morreu, não houve enfrentamento. A desigualdade de tropas, no entanto, entre a que veio da Paraíba e a que estava na cidade (inclusive soldados e civis provenientes de Natal), serviu até de motivo de exploração na eleição contra João Escolástico nas posteriores eleições de 1937. Através da vinda das tropas paraibanas, foi que a cidade conseguiu ser retomada.

Essas tropas aqui desembarcaram, através dos mandos do Governador da Paraíba, Argemiro de Figueiredo, que já havia enviado tropas para várias cidades do RN, inclusive foram as tropas paraibanas que expulsaram os rebelados da Intentona e trouxe a paz e tranquilidade para Natal, eles quando depuseram o governador, passaram a usar a Vila Cinanto, onde trabalhava e residia o Governador. Foi  também o Governador da Paraíba que reinvestiu o Governador Rafael Fernandes Gurjão no seu cargo. O interlocutor do governo paraibano era o nosso conhecido Senador e Governador Dinarte Mariz, que na época era um negociante de algodão, mas que resolveu liderar combatentes do RN contra os comunistas. Foi Dinarte Mariz, um dos criadores do Partido Popular (partido que também contou com Aluysio Alves), que intermediou com o governador paraibano, a remessa de tropas paraibanas para Pau dos Ferros.

 O caminhão GM chegava a Pau dos Ferros transportando João Escolástico Bezerra e 46 soldados paraibanos. A rua, hoje Avenida Getúlio Vargas, estava cheia de gente, nunca vira tantos pauferrenses juntos.  O caminhão era enorme (de fabricação da USA que o Brasil importava), a cabine cabia 4 pessoas e na carroceria 2 carreiras de bancos nas laterais e 2 unidas no centro, onde os soldados estavam. A cobertura de encerados (lonas), mas as lonas estavam encolhidas nas laterais, por onde o povo e os militares se avistavam.

Os sublevados ou tinham fugido ou se rendido, na verdade em Pau dos Ferros existiam apenas 1 Sargento (Comandante) e 8 soldados. Os prisioneiros (da Intentona) foram libertados. A cidade estava em festa.  Os rebelados erraram em subestimar a capacidade dos católicos, ao fechar a Catedral.  No comunismo da época, o mesmo da Rússia, as propriedades privadas passavam para o Estado, tudo era distribuído para o povo usufruir, só governava as pessoas por eles indicadas, mas os pauferrenses ficaram revoltados em ter sua igreja fechada, não ter onde assistir a missa, o Padre Omar Cascudo foi aprisionado na casa paroquial.  Tal como em Natal, as mercearias e as mercadorias da feira foram confiscadas,  aquele que não tivesse reserva de alimentos, estava desesperado, virava pedinte dos policiais e dos pauferrenses que se aliaram a eles. Sim, houve quem fizesse isso, inclusive de famílias - na época - bem conhecidas, que assim tentavam preservar seus pertences e, supõe-se que isso tenha  causado tanto silêncio para a posteridade.

Em 1937 foram realizadas as eleições para Prefeito, em 16/03/1937, e João Escolástico concorreu pelo Partido Popular. Foi eleito e proclamado em 02/04/1937.  Mas, não foi uma vitória retumbante, os adversários questionaram o fato de ser o responsável pela invasão de militares paraibanos em Pau dos Ferros, que poderia ter causado um morticínio, se tivesse havido reação das forças que dominavam a cidade.  Levaram a emoção, alegando que os soldados pauferrenses se renderam para não provocar tantas mortes, como ocorrera em Caraúbas.  Como citado anteriormente, havia uma preocupação imensa dos capelães Omar Cascudo, seguido pelo capelão Militão Benedito de Mendonça em apaziguar os ânimos e trazer a paz para Pau dos Ferros, até que teve seus desejos satisfeitos, pois durante uma missa conseguiram do povo pauferrense e solenemente, a promessa de paz entre os habitantes.  Muitas famílias voltaram a ser amigas, todo mundo perdoado e a paz imperou na cidade até nossos dias, inclusive com muitos casamentos entre membros dessas famílias. Hoje, não existem nomes, só os fatos, lamentavelmente provocados por ambições de políticos desalmados do Rio de Janeiro e outras capitais do país, cuja repercussão alcançou o povo ordeiro de nossa terra. 


CRÉDITOS DA MATÉRIA A JOÃO ESCOLÁSTICO FILHO - Editor Manoel Cavalcante

UMA HISTÓRIA QUE POUCOS CONHECEM.


 

 Meu avô paterno, José Fernandes, nasceu em 1889 e faleceu em 1977. Morava no sítio Sanharão, município de Encanto. Vovô falava que as alianças do casamento dele foram confeccionadas com ouro da mina do "cabelo não tem " na serra das almas, próxima  à cidade de Encanto. Eu dava pouco crédito à história, quando em 1982 li  uma reportagem na revista Veja falando da mina. Tanto insisti no assunto que um dia  meu pai me levou para conhecê-la. O dono das terras pouco sabia do assunto e foi super apático.Voltei decepcionado, pois só vi mato e um pequeno açude na parte baixa do serrote.
  Em 2004 adquiri o livro " O guerreiro do Yaco" de Calazans Fernandes, aí sim, eu pirei. O livro traz relatos inéditos sobre a mineração no local que desde 1657 os Holandeses já exploravam sem o conhecimento de Portugal. E aí vem uma serie de fatos interessantes que por ali aconteceram, só lendo o livro...
  Fico muito triste, pois no Encanto, as pessoas pouco procuram saber sobre a verdadeira história do município. A maioria se conforma em explicar a origem do lugar pela lenda sem graça que todo mundo conhece.
  Quem tiver o privilégio de ler "o Guerreiro do Yaco"(fundação José Augusto), vai se orgulhar muito mais de nossa região e vai entender melhor porque o nome Encanto.
  Sugestão:Porque não pedir ao prefeito para bancar a reedição? Informação nunca é demais!

                                   Vianney

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

SERÁ O FIM DO MUNDO ?????

HISTÓRIAS DO FIM DO MUNDO

 
HISTÓRIAS  DO TIPO "O MUNDO VAI ACABAR",SEMPRE ACOMPANHARAM O SER HUMANO.VÁRIOS PROFETAS BLEFARAM EM RELAÇÃO A ESSE FATO. DOS MAIAS A NOSTRADAMUS, DE ANTÔNIO CONSELHEIRO AO BEATO LOURENÇO, E PORQUE NÃO CITAR O LIVRO DO APOCALIPSE. TAMBÉM PODEMOS CONSIDERAR A HIPÓTESE DE MÁ INTERPRETAÇÃO, QUEM SABE O MUNDO IRÁ SE ACABAR MESMO....
 QUANDO ERA CRIANÇA, OUVIA MUITAS HISTÓRIAS DE  QUE O MUNDO ACABARIA EM 2000. OUTROS DIZIAM QUE SERIA DURANTE A PASSAGEM DO COMETA HALLEY,QUE DIGAMOS DE PASSAGEM,FOI DECEPCIONANTE. UM CERTO DIA,ESTAVA EU  NA AULA DE EDUCAÇÃO FÍSICA, NO INÍCIO DA NOITE, QUANDO VIMOS NO CÉU VÁRIAS LUZES
 SE SUCEDENDO,NUM BELO E APAVORANTE ESPETÁCULO. É O FIM DO MUNDO,PENSAMOS NÓS. LEMBRO-ME DE ALGUMAS MENINAS CHORANDO E SE ABRAÇANDO. NO DIA SEGUINTE, SOUBEMOS PELO JORNAL, QUE O FENÔMENO SE TRATAVA DE EXPERIMENTO NA BARREIRA DO INFERNO EM NATAL. ESTÁVAMOS A ANOS LUZ DA VELOCIDADE DE INFORMAÇÕES.EM ALGUMAS ÉPOCAS, FICAVA COM MEDO ATÉ DE IR À ESCOLA, POIS TEMIA MORRER LONGE DA MAMÃE. CREIO QUE MUITOS DE VOCÊS TIVERAM PASSAGENS ASSIM.
  HOJE, MAIS UM BLEFE DAQUELES QUE PROFETIZAM O FIM DA HUMANIDADE, VAMOS AGUARDAR A PRÓXIMA  NOVIDADE.
          ISRAEL VIANNEY

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Festa de aniversário de Leonardo Rêgo atraiu multidão ao Éden Clube em Pau dos Ferros.


Que todos já esperavam pela presença de um grande público prestigiando a festa de aniversário do ex-prefeito Leonardo Nunes Rêgo (DEM) é fato, porém, a comemoração realizada no último sábado (08) para homenagear o ex-gestor pau-ferrense superou todas as expectivas de público e, principalmente, no quesito animação.

Quem compareceu ao Éden Clube no sábado viu de perto uma multidão ansiosa para manifestar apoio a Leonardo Rêgo, através das felicitações pela passagem do seu aniversário natalício, e que se mostrou eufórica quando o homenageado adentrou no local da festa, efusividade esta que perdurou até o final dos discursos proferidos.

Entre as lideranças políticas que marcaram presença destacaram-se o deputado federal Felipe Maia (DEM) e o deputado estadual Getúlio Rêgo (DEM), pai do anfitrião, a vice-prefeita Zélia Leite (DEM), os vereadores Gugu Bessa, Gilson Rêgo, Gordo do Bar e Renato Alves, ambos do DEM, além do jovem empresário Maison Rêgo (PMDB) e demais lideranças locais. 

A animação da festa ficou por conta de Forró Magote e os Dourados.

Sem dúvidas, o evento organizado pelos amigos e correligionários de Leonardo Rêgo foi o acontecimento mais prestigiado no fim de semana, em Pau dos Ferros, e deverá ser o assunto mais comentado da cidade nos próximos dias tendo em vista o clima de rivalidade política intenso no município.

Confira abaixo algumas imagens do evento:

Felipe Maia e Getúlio Rêgo confirmam presença na festa de aniversário de Leonardo Rêgo em Pau dos Ferros.


O deputado federal Felipe Maia (DEM) e o deputado estadual Getúlio Rêgo (DEM) prestigiarão, neste sábado (08), em Pau dos Ferros, a comemoração pela passagem do aniversário do ex-prefeito Leonardo Rêgo (DEM), que aniversariou na última quinta-feira (06), mas será homenageado pelos seus amigos e correligionários em uma grande festa que será realizada hoje à noite, a partir das 19 horas, no Éden Clube.

Na principal cidade do Alto Oeste potiguar os prognósticos indicam que haverá um grande comparecimento popular na festa promovida para o ex-prefeito, principalmente, tendo em vista que Leonardo Rêgo já governou o município por dois mandatos ininterruptos e deixou uma impressão positiva na cabeça dos pau-ferrenses em virtude dos seus feitos administrativos.

A animação ficará por conta de Forró Magote e os Dourados. 

Hoje cedo, Leonardo Rêgo visitou a feira livre de Pau dos Ferros. Na ocasião, o ex-gestor recebeu o carinho da população, conforme revelam as imagens enviadas à nossa página virtual.

Leonardo estava acompanhado de uma comitiva composta pela vice-prefeita, Zélia Leite, os vereadores Gilson Rêgo, Gugu Bessa e Gordo do Bar, todos do DEM, dos ex-secretários do município Alexandre Aquino e Luiz Antônio Rêgo, além de lideranças comunitárias. 




sábado, 8 de agosto de 2015

FRANCISCO BEZERRA – UM MESTRE ESQUECIDO







Francisco Bezerra nasceu em Pau dos Ferros no dia 16 de fevereiro de 1920, filho de Higino José Bezerra e Maria Bezerra da Costa. Foi poeta, editor de jornal, filólogo, professor de português e grande estudioso de nossa língua. Teve 7 irmãos, 4 mulheres, três homens, e Dona Dulce, é a única que ainda reside em Pau dos Ferros. Chico Bezerra, como era conhecido, começou a trabalhar muito cedo, ainda na adolescência, contava 17 anos, com seu Chico França, dono de uma padaria, salão de sinucas, bilhares e outras rendas. Foi lá que se apaixonou por Irani, quase 7 anos mais nova, filha de seu patrão, mas tinha medo de declarar a sua paixão devido a diferença da vida econômica, ele era pobretão, e Chico França riquíssimo para os padrões de Pau dos Ferros, e isso causava um grande medo de ser demitido pelo pai da moça e musa que lhe roubava a atenção e suspiros, caso alguém descobrisse a sigilosa e arrebatadora paixão, porém seus arroubos eram tão grandes que, Irani percebeu e foi ela que conseguiu, realmente, iniciar o namoro. Chico França e D. Adélia não criaram qualquer problema. E desse enlace, nasceram 8 filhos: Francisco Assuero Bezerra de França, Edna Maria de França Bezerra (falecida aos três meses de idade), José Aníbal de França Bezerra (falecido aos oito meses de idade), Maria Das Graças Bezerra de França, Ceres Maria de França Bezerra, Leda Maria de França Bezerra, Francisco Bezerra Júnior e Vanja Maria França Bezerra. Chico Bezerra era sobrinho de João Escolástico, ex-prefeito de Pau dos Ferros. Seu sogro Chico França, também fora prefeito, mas apenas por três meses.


Ainda criança, Chico perdeu seu pai e foi morar com a avó devido sua mãe ter uma prole considerável, sua irmã Albetiza também lhe acompanhou. Dona Joana Bezerra da Costa também já cuidava de outros netos e por lá Chico cresceu, desde cedo muito afeiçoado aos livros, comprava sempre que podia pelos correios através do reembolso postal. Dom Quixote de la mancha, de Miguel de Cervantes, era um dos clássicos da época. Ensinou alguns primos a ler, tamanha era sua desenvoltura com as letras e tão suntuosa era sua cultura. Concluiu os estudos no Grupo Escolar Joaquim Correia, pois, não possuía condições financeiras de estudar na capital do estado.


Quando moço, aos 25 anos de idade, foi convocado para servir o exército brasileiro na 2ª Guerra Mundial, e montado num burro, seguiu em comboio com outros convocados para a cidade Alexandria, para de lá, pegarem um trem para Mossoró e depois para Natal. Sua ida foi temorosa, uma vez que o Rio Apodi estava em cheia e seus familiares ficaram com o coração partido, todavia, com fé no retorno. Muitos choravam enquanto Chico Bezerra, segurava uma maleta numa mão e controlava o burro com a outra, armado somente de coragem, seguiu com seus pares, sumindo na cheia do rio e nas estradas enlameadas em busca da terra da Serra da Barriguda. Para alegria de todos, a ida para a Itália não foi necessária, uma vez que a Guerra teve seu término. Pau dos Ferros ganhava ali, naquela viagem adiada, um soldado da cultura e das letras. Sua volta, foi anunciada através de um vem-vem, pássaro cândido de nossa região, que sem se espantar com a presença de 5 pessoas, ficou cantando na janela da sala de jantar da casa de dona Joana, sua avó, e todos naquele momento só pensaram que era avisando sua volta. Não deu outra, dias depois chegou um telegrama dele avisando o retorno. A chegada em Pau dos Ferros foi apoteótica, ele e outros soldados, todos fardados, desfilaram como heróis pela Avenida Getúlio Vargas e pela Praça da Matriz sob os olhares dos pauferrenses orgulhosos, quase a cidade inteira prestigiava esse momento.


O tempo passou e em 1991, Chico Bezerra compôs a obra que o imortalizou, que nunca, por mais que não saibam de sua importância, perderá seu brilho - o Hino de Pau dos Ferros - um poema em quadras decassilábicas perfeitas, uma verdadeira ode aos vaqueiros, aos filhos, às características e às tradições da cidade. Segue abaixo:

Ao aboio dos vaqueiros bravios,
Pau dos Ferros, nasceste no mundo,
E teus filhos repletos de brios
Te devotam respeito profundo.

Onde hoje a Cidade está assente,
Essa Árvore gigante e frondosa
Foi-te o marco da urbe nascente,
Doce terra louçã, dadivosa.

O teu rio de águas apresadas,
Que se fazem riqueza e condão,
Levam vida às culturas postadas,
Num brotar de celeiro-explosão.

Se te fere da seca a tortura,
Um clamor se levanta em teu povo
Que, no entanto, em face da agrura
Se refaz com denodo de novo.

O jatobá, imponente, altaneiro,
E dos seus pés se alonga a campina,
Viu além da cidade primeiro,
Teu nascer, dormitar de menina.

Os teus filhos presentes, distantes
Dizem vinde e cantemos, jograis,
Teu louvor em acordes sonantes
Com esperança de amor e de paz.


Na capital do estado, onde foi morar em 10 de março de 1957, Chico se notabilizou como um grande estudioso da língua portuguesa. Era meticuloso. Respeitado. Tomou posse como membro da ACADEMIA DE TROVAS DO RIO GRANDE DO NORTE, na cadeira n° 11. Também foi membro da União Brasileira dos Trovadores – Secção Natal- era membro de instituições renomadas. 

De março de 1988 a dezembro 2003, editou um jornal literário,de grande circulação nos meios culturais de Natal, o periódico trimestral  se chamava “O Segrel” e em 2010, foi feita uma edição especial em homenagem a grande contribuição dada pelo mestre das letras à cultura de nosso povo. Nesse mesmo jornal eram garimpados textos de vários gêneros e autores consagrados sempre com altivez e muito critério. 



Como grande entusiasta que era da escrita e do nosso complexo português, Chico compôs poemas belíssimos, e o livro “Sinfonia de Trovas: História da Academia de Trovas do Rio Grande do Norte” traz várias de suas pérolas. A conferir:

Nos desacertos da vida,
sempre relembrando vou
a figura enternecida
que meu pai representou.

Minha mãe, rosa mais pura,
Que a vida me perfumou,
Foi-me enlevo de ventura,
Mas o tempo me roubou!...

Esta chama, que incendeia
o que em meu peito ficou,
são reflexos da candeia
que minha avó tanto usou.

Nas dobras daquele lenço
que tu me deste, deidade,
encontrei nelas apenso
um retalho de saudade.

Este era e é Francisco Bezerra, um pauferrense que se imortalizou por sua obra, pelas sementes plantadas. Um tesouro de cultura que deve, sempre e depois do sempre, ser valorizado e festejado com as mais fervorosas reverências patriotas. Chico Bezerra se despediu da matéria no dia 05 de agosto de 2013, na capital do estado, onde residia.


Por Manoel Cavalcante